Por: Felipe Mota
O desenvolvimento
cognitivo na estrutura educacional brasileira inicia-se na pré-escola e
conclui-se no espaço acadêmico. São no mínimo 15 anos de estudo e dedicação aos
livros para se trilhar esse caminho e, assim, alcançar destaque através do
conhecimento. Já a construção do ordenamento ético e da carga valorativa
independe do caminho percorrido no universo escolar, essa ocorre dentro de
nossos lares. É lá que significados como honestidade, respeito, bom senso,
caráter, princípios e muitos outros se traduzem.
Dentre as inúmeras
faces e perspectivas do jornalismo contemporâneo, a transmissão da informação,
por várias razões, é , sem dúvida, uma das mais importantes para o caminhar da
sociedade pós-moderna, visto que com o advento da internet e a proliferação das
redes sociais, as notícias se propagam instantaneamente, possibilitando muitas
vezes estragos irreparáveis na vida das pessoas.
Desse modo, a
divulgação da notícia deve ser pautada unicamente na verdade, não podendo, em
hipótese alguma, ter como escopo interesse pessoal ou a busca de vantagens
indevidas.
O pioneirismo, caro
leitor, não assegura a proeminência. Assim sendo, o bom profissional, merecedor
do respeito e da admiração dos seus pares, é aquele que se predispõe buscar a
informação correta, precisa e compromissada com os fatos ocorridos. Entretanto,
para isso, é necessário que nosso trabalho seja fruto da combinação
conhecimento acadêmico x valores éticos, incialmente mencionados.
Ao divulgar em seu
blog a matéria intitulada “Forte Esquema entre Câmara- Bradesco pode levar
Astro de Ogum para Cadeia”, lamentavelmente, o blogueiro não evidencia, apenas,
seu despreparo e sua falta de conhecimento. Ele, pior que isso, desinformar os
seus amilhados leitores, avacalha a função jornalística, trucida o dever que o
profissional tem de informar e, ainda, envergonha o jornalismo maranhense.
No tocante ao assunto
tratado na matéria, inicialmente é saudável ressaltar que de acordo com o
ordenamento pátrio brasileiro, as atribuições de cada instituição são definidas
em lei. Dessa forma, ao concluir o inquérito, a remessa dos autos à justiça põe
fim a chamada fase inquisitória, ou seja, ao trabalho da Polícia Judiciária, o
que, no caso em comento, já aconteceu há mais de dois anos.
Para a Polícia Civil
voltar a fazer novas diligências seria necessário pedido por parte do
Ministério Público, que para isso necessitaria do surgimento de fatos novos,
situação completamente distante da atual realidade.
Para conhecimento do
nobre blogueiro, só existia um único processo judicial envolvendo a Câmara
Municipal e o Banco Bradesco, o qual já transitou em julgado em ambas as
instâncias. É oportuno salientar, ainda, que no mencionado procedimento
judicial, o vereador Astro de Ogum se quer figurou como parte.
Uma segunda
expectativa de processo, que também já deixou a seara policial, não foi
materializada em ação penal, pois ainda não houve o recebimento da denúncia.
Entendeu?
Ao invés de criar
factoide, o blogueiro deveria ser mais cuidadoso e vigilante com seu trabalho,
o que certamente lhe deixaria mais bem informado, haja vista que tais dados são
públicos e poderiam ser facilmente acessados no site do Tribunal de Justiça do
Estado.
Outra sandice, caro
Blogueiro , que ratifica sua pouca habilidade na busca da informação,
requisito basilar do jornalismo, foi informar que o Bradesco “presenteou” o
Legislativo com a reforma de seu prédio, mesmo tendo sido amplamente divulgado
a origem do recurso utilizado nos reparos.
“O dinheiro adveio do
lance inicial ofertado pela instituição financeira vencedora da licitação, na
modalidade pregão presencial, que visava definir a instituição bancária que
gerenciaria a conta do órgão”, informou o presidente Astro de Ogum.
Assim sendo, só nos
resta lamentar o acinte do Supremo Tribunal Federal, em 2009, quando derrubou a
obrigatoriedade do diploma de jornalista, permitindo que uma porção de
escreventes pertencentes ao movimento CTRL + C, CTRL + V ingresse na profissão,
e sem o menor respeito, limite ou pudor, sai por ai mentindo descaradamente em
busca de benesses ou sinecuras, causando danos à honra, à imagem e à moral de
quem quer que seja.
Ainda bem que no ano
passado, o Senado aprovou a Emenda Constitucional 33/2009, na qual o diploma de
jornalista, assim como é para o engenheiro, médico, advogado ou professor,
voltará a ser exigido, protegendo-nos de conviver profissionalmente com pessoas
inescrupulosas, antiéticas e, acima de tudo, “burras”.
O presidente Astro de
Ogum tomou ciência da publicação com serenidade, e afirmou que esse assunto
está morto e sepultado. “A competência de fato e direito para falar sobre o
assunto é do TJMA, o qual já decidiu pelo arquivamento do caso. Portanto, estou
bastante tranquilo e só posso acreditar que a intenção dessa pessoa é querer se
promover, o que não irá acontecer em relação a mim e nem ao Legislativo
Municipal”, finalizou o presidente da câmara .

Nenhum comentário:
Postar um comentário