Foi um discurso do seu fiel escudeiro, Márcio Jerry, o que mais
comprometeu o governador Flávio Dino (PCdoB), agora declarado inelegível pela
juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá (saiba mais).
Durante
um comício promovido pelo então candidato a prefeito Luís Filho (PT), em 2016,
Jerry afirmou que falava em nome do governador, que os comunistas empenhavam
apoio aos então candidatos a prefeito e vice-prefeito e que, em razão disso, o
asfaltamento da cidade chegaria “com as eleições do (…) dia dois de outubro”.
Disse mais o então secretário de Estado: que a aliança do prefeito
com o governador do Estado é que faria com que “as ações se intensifiquem,
possa invadir mais áreas criando um novo movimento na vida do povo de Coroatá”.
“Logo, depreende-se claramente de toda a manifestação feita pelo
representado Marcio Jerry que o asfaltamento do município de Coroatá somente
teria continuidade se fosse eleito prefeito do município o representado Luís
Mendes ferreira Filho”, destacou a juíza ao decidir sobre o caso.
Ela também pontuou uma fala do próprio governador, condicionando obras e
ações do Executivo na cidade à eleição dos aliados Luís Filho e Domingos
Alberto.
“Destaco, por ser muito oportuno, que o governador do Estado disse, como
se vê na degravação de fls. 67, que ‘Coroatá precisa pra ter as portas do
palácio dos Leões abertas é esse que está aqui do meu lado, é esse candidato
esse amigo é esse companheiro’ [referindo-se ao representado Luís Mendes
ferreira Filho), condicionando o empenho do Governo do Estado ao Município de
Coroatá à eleição do representado Luís Mendes Ferreira Filho”, completou.
Anelise Reginato acrescentou que Flávio Dino não contestou a denúncia de
que Jerry falava em seu nome.
“Em nenhum momento o representado Flávio Dino disse ou provou que o
representado Marcio Jerry não falava em seu nome ou que a voz contida nas
mídias degravadas não eram sua do representado Marcio Jerry, não disse que as
gravações eram falsas, que eram montagem ou coisa que o valha”, completou.
Do blog do Gilberto Léda
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